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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

A verdade sobre a Gripe A [VIII]

E continuam calados que nem ratos...
Ana Jorge negoceia em segredo
devolução de vacinas

A ministra da Saúde, Ana Jorge, estará a negociar em segredo com o laboratório GlaxoSmithline a devolução de parte dos 6 milhões das vacinas encomendadas contra o vírus H1N1, de acordo com a edição desta sexta-feira do semanário 'Sol'.

A ministra terá iniciado as negociações após saber que outros governos europeus estavam a tomar a mesma medida, ou seja, a tentar reduzir a encomenda inicial de vacinas contra a gripe A.Portugal encomendou 6 milhões de vacinas contra o vírus H1N1 ao laboratório GlaxoSmithline com o objectivo de vacinar três milhões de portugueses. Esta medida custou aos cofres do Estado cerca de 45 milhões de euros, de acordo com o 'Sol'.

Até ao momento Portugal recebeu apenas 470 mil doses do lote dos 6 milhões de vacinas encomendadas em Julho.Este ano, países como a França, Alemanha, Holanda, Inglaterra e Espanha começaram a renegociar e a reduzir a entrega de vacinas contra o vírus H1N1.

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=161068

Foto: A BOLA http://www.abola.pt/

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A verdade sobre a Gripe A [VII]

Calados que nem ratos...

Parece ser hoje bem claro que as campanhas internacionais de «alerta» sobre a Gripe A, grosso modo, não passaram de acções de mistificação e intoxicação da opinião pública mundial, com os grandes laboratórios internacionais a mexer os «cordelinhos» e beneficiando da cumplicidade activa [o que é um escândalo e um crime!] da Organização Mundial de Saúde (OMS).

5 Mil milhões de euros de lucros serviram de pretexto para uma das maiores campanhas de intoxicação dos povos. Campanha essa que, para além da cumplicidade da OMS, contou com a atitude serviçal, mascarada de «verdade científica», de grande parte dos profissionais de saúde que, na altura, utilizaram os mais baixos meios de calúnia das vozes discordantes, não se inibindo em fazer assassinatos de carácter e ridicularizar quem teve a coragem de denunciar o negócio e desmascarar os «argumentos científicos».

Manifestando a atitude altaneira e a arrogância intelectual de quem se acha acima da crítica e do contraditório, os «especialistas», outrora tão estridentes na sua cumplicidade com a «Declaração de Pandemia», estão agora calados que nem ratos – atitude ilustrativa de demagogos, cobardes e/ou ignorantes.



«OMS criou um pânico infundado»

«Estes organismos científicos reagiram de uma forma política, numa situação lamentável. A OMS avançou com a possibilidade, muito reduzida, de haver 71 milhões de mortos no Mundo. A verdade é que até hoje morreram 12 mil no Mundo. Valor muito abaixo das mortes da gripe sazonal, que só em Portugal mata dois mil por ano»

António Vaz Carneiro - Professor da Faculdade de Medicina de Lisboa - [In «Correio da Manhã» - 12.01.2010]

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A verdade sobre a Gripe A [VI]

Sem comentários...

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A verdade sobre a Gripe A [V]

EU, MERCENÁRIO

Carlos Leça da Veiga*


Há dias, o “SP” publicou uns textos sob a vacinação antigripal, assinados pelo Senhor Jornalista Gobern Lopes, sobre cujo conteúdo entendo dever fazer algumas considerações

Acompanho todo o sentido critico acusatório que as peças jornalísticas, agora em causa, conferem aos interesses comerciais das grandes químico-farmacêutica que, bom grado ficarem-se-lhe a dever produtos farmacêuticos duma valia terapêutica inestimável, isso não devia autorizá-las nem justificá-las a possuir uma ganância desenfreada com o saque exigente de mais valias exorbitantes, conseguidas, indiscutivelmente – isso não pode ignorar-se – à custa do sofrimento dos seres humanos.

Há, de facto, um comportamento eminentemente explorador, logo muito desumano, das empresas químico-farmacêuticas, razão para nunca ser demais fazer recordar-lhes, como o melhor dos exemplos a dever opor-se-lhes, que o do Homem a quem ficou a dever-se a descoberta do primeiro antibiótico, a penicilina, nunca quis registar a patente do seu invento, tudo em favor dos benefícios incomensuráveis que desde então e para todo o sempre, a troco de nada ganhar, todos, no mundo inteiro, ficaram a dever-lhe.

A verdade manda dizer-se que, para comentar com todo o desfavor as intervenções comerciais das empresas produtoras dos medicamentos inclusive a sua participação menos apropriada nas manobras financeiras internacionais, não vinha nada a propósito atacar e denegrir a importância da vacinação antigripal seja qual for a sua estirpe epidemiologicamente dominante e ao fazê-lo, sem ter armas próprias, esconder-se a adversidade incontida, por detrás do escudo demasiado esfumado de, “em vésperas do início da primeira fase da vacinação, em Portugal, são muitos os médicos, enfermeiros e pessoal do sector da Saúde que manifestam a intenção de não serem vacinados”. Quem serão os aberrantes – repito, os aberrantes – que, em pleno século XXI, levantam objecções à prática da vacinação contra as enfermidades infecciosas, no caso a gripe A, pretextando riscos sem razão de ser já que, na realidade, não os há.

Que a vacina tinha sido feita há muito pouco tempo! A antigripal tem de o ser, como sempre foi, caso contrário a endemia ou a epidemia, com o decorrer do tempo, passa-lhe adiante.

Que a vacina antigripal tem efeitos secundários.

Quais? Não tem e aqueles personagens que dizem tê-los têm de apresentar uma comprovação objectiva e não, como hábito, meras suposições na versão corrente das deduções fantasiosas. Quaisquer desses imaginados inconvenientes infectantes exigem comprovação na conformidade dos postulados de Kock ou, até, com alguma cedência, segundo os critérios de Bradford Hill e de Evans. Pelo certo, nenhum dos profissionais que opinou disparatadamente, se alguma vez ouviu falar deles, muito provavelmente, não percebeu o que queriam dizer.

Também, ao fazer-se divulgação sobre o problema da gripe não pode falar-se dos vinte milhões mortos como consequência da infecção pelo vírus da gripe de 1918 sem acrescentar, para tranquilizar quem nos ouve e lê, que o agente microbiológico, autor factual dessas mortes, não era o vírus gripal mas sim uma bactéria que pode sobrevir á infecção virica, contudo, hoje em dia, ao contrário de dessa época já longínqua , caso apareça, tem tratamento antibiótico eficaz e muito efectivo.

O articulista, Senhor Jornalista Gobern Lopes, deixou escrito que “irão aparecer alguns mercenários públicos para contestar as vozes discordantes e escamotear os argumentos reais que levam muitos a recusar a vacina”. Tenho o orgulho máximo em enfileirar no lote desses mercenários (antes nisto que noutra coisa!!!) e nisso empenhar o meu brio profissional.

Mas quem são os autores e defensores daquilo a que, no texto, foram chamados argumentos reais?

Por decoro não quero citar os personagens mais utilizados na campanha ainda em marcha, ou melhor, os mais badalados. Uma, coitada, tem as alucinações próprias da sua doença crónica; a outra, se acerta contra a coercibilidade desta vacinação (a gripe é um entidade nosológica demasiado benigna para merecê-la), espalha-se e demonstra que o doutoramento pouco efeito teve no desenvolvimento do seu saber médico como pode depreender-se quando faz a atribuição, aliás indemonstrada e imensamente imaginada, de alterações neurológicas secundárias.

Regressar ao medievismo, às ajudas mitológicas, aos textos sagrados, aos miasmas pútridos, à geração espontânea, às explicações sem base científica actualizada ou, como é moda em curso, às práticas ditas alternativas, isso não e nunca. Mercenário ou regular, sim e para jamais ceder.

Opiniões avulsas, sem substrato cientifico e espaldadas na conformidade invocada dum imaginário direito de opinião – Liberdade e Democracia não são a mesma coisa – se podem dar muita satisfação a quem delas quer fazer alarde, contudo, convêm saber se os outros, quantos deles, com informação limitada e distorcida, não irão ser vitimas infelizes desses arautos de tais supostas boas novas.

Fica-me a convicção firme e inabalável de estar a prestar um débil, porém, um bom serviço à comunidade, sempre e quando defendo a vacinação antigripal, feita com consentimento autorizado e administrada a quem, para isso, tem indicação formal, tanto clínica, como epidemiológica. Oxalá todos conseguissem uma mesma satisfação pela obrigação cumprida.

Quanto às desconfianças que a OMS tem espalhado pelo mundo e que, no texto do “SP”, merecem referência bastante, tal como, sabe-se lá, quais e quantos compromissos internacionais reprováveis manterá com quem mais lhe fornece benesses, é uma matéria sobre a qual só tenho convicções pessoais repletas de desconfiança, todavia, quase por completo, indemonstradas, razão bastante para não imitar outros e dar palpites disparatados.

A Saúde é um bem demasiado precioso para que qualquer ouropel deite a perder muito do pouco que, em seu favor, apesar de tudo, já é possível fazer-se.

*Médico, Presidente da Associação Portuguesa de Infecção Hospitalar (APIH) http://www.apih.pt/

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A verdade sobre a Gripe A [IV]

Gripe A:
Uma reflexão e uma proposta
Teresa Forcades i Vila*


Dados científicos
Os dois primeiros casos conhecidos da nova gripe (vírus A/H1N1, estirpe S-OIV) diagnosticaram-se na Califórnia (EUA) no dia 17 de Abril de 2009 [1].

A nova gripe não é nova por ser do tipo A, nem tampouco por ser do subtipo H1N1: a epidemia de gripe de 1918 foi do tipo A/H1N1 e desde 1977 os vírus A/H1N1 fazem parte da época da gripe anual [2]; a única coisa que é nova é a estirpe S-OIV [3] [4].

Cerca de 33% das pessoas maiores de 60 anos parecem ter imunidade a este tipo de vírus da nova gripe [5].

Desde o seu início até 15 de Setembro de 2009, morreram com esta gripe 137 pessoas na Europa e 3.559 em todo o mundo [6]; há que ter em atenção que anualmente morrem na Europa entre 40.000 e 220.000 pessoas devido à gripe [7].

Como já disseram publicamente reconhecidos profissionais de saúde - entre eles o Dr. Bernard Debré (membro do Conselho Nacional de Ética em França) e o Dr. Juan José Rodriguez Sendin (presidente da Associação de Colégios Médicos do Estado espanhol) -, os dados desta temporada, pela qual já passaram os países do hemisfério Sul, demonstram que a taxa de mortalidade e de complicações da nova gripe é inferior à da gripe anual [8].

Irregularidades que têm de ser explicadas

Em finais de Janeiro de 2009, a filial austríaca da empresa farmacêutica norte-americana Baxter distribuiu a 16 de laboratórios da Áustria, Alemanha, República Checa e Eslovénia, 72 kg de material para preparar vacinas contra o vírus da gripe da anual; as vacinas tinham de ser administradas à população destes países durante os meses de Fevereiro e Março; antes que qualquer destas vacinas fosse administrada, um técnico de laboratório da empresa BioTest da República Checa decidiu, por sua conta, experimentar as vacinas em furões, que são os animais que desde 1918 são utilizados para estudar as vacinas para a gripe; todos os furões vacinados morreram.

Investigou-se então em que consistia exactamente o material enviado pela casa Baxter e descobriu-se que continha vírus vivos da gripe das aves (vírus A/H5N1) combinados com vírus vivos da gripe anual (vírus A/H3N2). Se esta contaminação não tivesse sido descoberta a tempo, a pandemia que sem base real as autoridades sanitárias globais (OMS) e nacionais estão a anunciar, seria agora uma espantosa realidade; esta combinação de vírus vivos pode ser particularmente letal porque combina um vírus vivo com cerca de 60% de mortalidade mas pouco contagioso (o vírus da gripe das aves) com um outro que tem uma mortalidade muito baixa mas com uma grande capacidade de contágio (o vírus da gripe sazonal) [9].

Em 29 de Abril de 2009, quando apenas tinham passado 12 dias sobre a detecção dos dois primeiros casos da nova gripe, a Drª Margaret Chan, directora-geral da OMS, declarou que o nível de alerta por perigo de pandemia se encontrava na fase 5 e mandou que todos os governos dos Estados membros da OMS activassem planos de emergência e de alerta sanitária máxima; um mês mais tarde, 11 de Junho de 2009, a Drª Chan declarou que no mundo já tínhamos uma pandemia (fase 6) causada pelo vírus A/H1N1 S-OIV [10]. Como pode fazer tal declaração quando, de acordo com os dados científicos expostos acima, a nova gripe é uma realidade mais benigna que a gripe sazonal e, além disso, não é um vírus novo e ao qual parte da humanidade está imune?

Pôde declará-lo porque no mês de Maio a OMS tinha alterado a definição de pandemia: antes de Maio de 2009 para poder ser declarada uma pandemia era necessário que por causa de um agente infeccioso morresse uma proporção significativa da população. Esta exigência - que é a única que dá sentido à noção clínica de pandemia e às medidas políticas que lhe estão associadas - foi eliminada da definição adoptada no mês de Maio de 2009 [11], depois dos EUA se terem declarado em «estado de emergência sanitária nacional», quando em todo o país havia apenas 20 pessoas infectadas com a nova gripe, e nenhuma delas tinha morrido [12].

Consequências políticas da declaração de «pandemia»

No contexto de uma pandemia é possível declarar a vacinação obrigatória para determinados grupos de pessoas ou, inclusivamente, para o conjunto dos cidadãos [13].

O que é que pode acontecer a uma pessoa que decida não se vacinar? Enquanto a vacinação não for declarada obrigatória não lhe pode acontecer nada; mas se chegasse a declarar-se a vacinação obrigatória, o Estado tem a obrigação de fazer cumprir a lei impondo multa ou prisão (no estado de Massachussetts dos EUA a multa para estes caso pode chegar a 1.000 dólares por cada dia que passe sem o prevaricador se vacinar) [14].

Perante isto, há quem possa pensar: se me obrigam, vacino-me e já está, a vacina é mais ou menos como a sazonal, também não há para todos...

É preciso que se saiba que há três novidades que fazem com que a vacina da nova gripe seja diferente da vacina da gripe anual: a primeira é que a maioria dos laboratórios estão a desenhar a vacina de forma que uma só injecção não seja suficiente e sejam necessárias duas; a OMS recomenda também que não se deixe de administrar a da gripe sazonal; quem seguir estas recomendações da OMS expõe-se a ser infectado três vezes e isto é uma novidade que, teoricamente, multiplica por três os possíveis efeitos secundários, embora na realidade ninguém saiba que efeitos pode causar, pois nunca antes se fez assim. A segunda novidade é que alguns dos laboratórios responsáveis pela vacina decidiram adicionar-lhe coadjuvantes mais potentes que os utilizados até agora nas vacinas anuais. Os coadjuvantes são substâncias que se adicionam às vacinas para estimular o sistema imunitário. A vacina da nova gripe que está a ser fabricada pelo laboratório Glaxo-Smith-Kline, por exemplo, contém um coadjuvante, AS03, uma combinação que multiplica por dez a resposta imunitária. O problema é que ninguém pode assegurar que este estímulo artificial do sistema imunitário não provoque, passado algum tempo, doenças auto-imunitárias graves, como a paralisia crescente de Guillain-Barré [15]. E a terceira novidade que distingue a vacina para a nova gripe da vacina anual, é que as companhias farmacêuticas que a fabricam estão a exigir que os Estados assinem acordos que lhes garantam a impunidade no caso das vacinas terem mais efeitos secundários que os previstos (por exemplo prevê-se que a paralisia Guillain-Barré venha a afectar 10 pessoas por cada milhão de vacinados); os EUA já assinaram estes acordos que garantem, tanto às farmacêuticas como aos políticos, a retirada de responsabilidade pelos possíveis efeitos secundários da vacina [16].

Uma reflexão

Se o envio de material contaminado fabricado pela Baxter não tivesse sido casualmente descoberto em Janeiro passado, efectivamente, ter-se-ia dado a gravíssima pandemia potencialmente causadora da morte de milhões de pessoas que alguns andam a anunciar. É inexplicável a falta de ressonância política e mediática do que aconteceu em Fevereiro no laboratório checo. Ainda mais inexplicável o grau de irresponsabilidade demonstrado pela OMS, pelos governos, pelas agências de controlo e prevenção de doenças ao declarar uma pandemia e promover um nível de alerta sanitário máximo sem uma base real. É irresponsável e inexplicável até extremos inconcebíveis o bilionário investimento saído do erário público destinado ao fabrico milhões e milhões de doses de vacina contra uma pandemia inexistente, ao mesmo tempo que não há dinheiro suficiente para ajudar milhões de pessoas (mais de 5 milhões só nos EUA) que por causa da crise perderam o seu trabalho e a sua casa.

Enquanto não forem clarificados estes factos, o risco de este Inverno serem distribuídas vacinas contaminadas e o risco de poderem ser adoptadas medidas legais coercivas para forçar a vacinação, são riscos reais que em caso algum podem ser desvalorizados.

No caso da gripe continuar tão benigna como até agora, não faz qualquer sentido a exposição ao risco de receber uma vacina contaminada ou o de sofrer uma paralisia Guillain-Barré.

No caso de a gripe se agravar de forma inesperada, como já há meses anunciam sem qualquer base científica um número surpreendente de altos dirigentes - entre eles a Directora-Geral da OMS -, e repentinamente, comecarem a morrer muito mais pessoas do que é habitual, ainda terá menos sentido deixar-se pressionar para ser vacinado, porque uma surpresa assim só poderá significar duas coisas:

1. Que o vírus da gripe A que agora circula sofreu uma mutação;

2. Que está em circulação outro (ou outros) vírus.

Em qualquer dos casos a vacina que se está a preparar agora não serviria para nada e, tendo em conta o que aconteceu em Janeiro passado com a Baxter, podia ser, inclusivamente, que servisse de veículo de transmissão da doença.

Uma proposta

A minha proposta é clara:

Além de manter a calma, tomar precauções sensatas para evitar o contágio e não se deixar vacinar, coisa que já propõem muitas pessoas com senso comum no nosso país [Espanha].

Apelo a que se active com carácter de urgência os mecanismos legais e de participação cidadã necessários para assegurar de forma rotunda que no nosso país não se poderá forçar ninguém a vacinar-se contra a sua vontade, e que os que decidirem livremente vacinar-se não serão privados do direito de exigir responsabilidades nem do direito de serem economicamente compensados (eles ou os seus familiares), no caso da vacina lhes causar uma doença grave ou a morte.

*Monja beneditina do Mosteiro de San Benedito em Montserrat, Barcelona, doutorada em Saúde Pública, especialista em Medicina Interna pela Universidade de Nova Iorque, autora entre outros livros de «Los crimines de las grandes compañias farmaceuticas»

_________________
Notas:
[1] Zimmer SM, Burke, DS. Historical Perspective: Emergence of Influenza A (H1N1) viruses. NEJM, Julio 16, 2009. p. 279[2] 'The reemergence was probably an accidental release from a laboratory source in the setting of waning population immunity to H1 and N1 antigens', Zimmer, Burke, op. cit., p. 282[3] Zimmer, Bunker, op. cit., p. 279[4] Doshi, Peter. Calibrated response to emerging infections. BMJ 2009;339:b3471 [5] US Centers for Disease Control and Prevention. Serum cross-reactive antibody response to a novel influenza A (H1N1) virus after vaccination with seasonal influenza vaccine. MMWR 2009; 58: 521-4.[6] Dados oficiais do Centro Europeu para o controlo e prevenção de doenças (www.ecdc.europa.eu).[7] Dados oficiais do Centro Europeu para o controlo e prevenção de doenças (www.ecdc.europa.eu)[8] Cf. Le Journal du Dimanche (25 juliol '09): Debré: 'Cette grippe n'est pas dangereuse'; cf. La Razón (4 septiembre '09): Rodríguez Sendín: Cordura frente el alarmismo en la prevención de la gripe A[9] Cf. Virus mix-up by lab could have resulted in pandemic. The Times of India, sección de ciencia, 6 marzo 2009.[10] http://www.who.int/mediacentre/news/statements/2009[11] Cohen E. When a pandemic isn't a pandemic. CNN, 4 de mayo '09. http://edition.cnn.com/2009/HEALTH/05/04/swine.flu.pandemic/index.html[12] Doshi Peter Calibrated response to emerging infections VMJ 2009;339:b3471[13] Falkiner, Keith. Get the rushed flu jab or be jailed. Irish Star Sunday, 13 septiembre '09.[14] Senate Bill n. 2028: An act relative to pandemic and disaster preparation and response in the commonwealth. 4 agosto '09. Cf. Moore, RT. Critics rage as state prepares for flu pandemic. 11 septiembre '09. WBUR Boston.[15] Cf. Vaccination H1N1: méfiance des infirmières. www.syndicat-infirmier.com/Vaccination-H1N1-mefiance-des.htlm[16] Stobbe, Mark. Legal immunity set for swine flu vaccine makers. Associated Press, 17 Julio '09.
Texto publicado no sítio da Coordenadora Antiprivatização de Saúde Pública, Madrid, (www.casmadrid.org), em Setembro de 2009
Tradução de JOSÉ PAULO GASCÃO
Obrigatório ver e ouvir:

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A verdade sobre a Gripe A (III)

O logro da vacina
… a sua duvidosa eficácia
e os seus efeitos secundários

Gobern Lopes

Nas últimas semanas abordámos este assunto, fornecendo elementos sobre a natureza deste vírus e dos seus efeitos em termos de saúde pública. Comparámos as taxas de mortalidade ocasionadas pela gripe vulgar em cada ano e os números muito inferiores de vitimas mortais até ao momento registadas por infecção com o vírus AH1N1, evidenciando as razões profundamente politicas (e não médico-científicas) que determinaram a declaração de Pandemia Mundial por parte da OMS

Também já falámos das consequências politicas desta declaração que, no limite, podem impor à comunidade mundial a vacinação coerciva e obrigatória. Registámos o negócio com as vacinas que permitirá à Grande Industria Farmacêutica encaixar cerca de US$400 mil milhões…

Denunciámos, também, a forma como a esmagadora maioria da comunicação social tem actuado como cúmplice na instalação deste estado geral de pânico na comunidade mundial, agitando a bandeira da «catástrofe iminente» e calando ou apelidando de «ruído» as inúmeras vozes de reputados membros da comunidade médico-cientifica mundial, que contestam a posição da OMS e associados sobre esta «Pandemia».

Em vésperas do início da primeira fase da vacinação em Portugal, são muitos os médicos, enfermeiros e pessoal do sector de saúde que manifesta a intenção de não aceitar ser vacinado, e aconselham familiares e amigos a também não o fazer.
Vamos, certamente, nos próximos dias, assistir a uma intensificação da campanha pela vacinação que vai utilizar alguns mercenários públicos para contestar as vozes discordantes ( em lhes dar voz) e escamotear os argumentos reais que levam muitos a recusar a vacinação.

Abordemos, de forma sucinta, alguns argumentos que a parte discordante tem colocado e que a informação oficiosa tem ignorado…
Esta vacina, ao contrário de todas as outras, não está a ser produzida nem sujeita aos testes que são usuais para verificar os seus efeitos secundários como é normal.

Estranhos procedimentos

As farmacêuticas envolvidas na produção da vacina justificam que lhes foi pedido que fabriquem milhões e milhões de unidades, num curto espaço de tempo… não há tempo para muitos testes… nem há tempo (e isso eles não dizem) para produzir material viral (proporção do próprio vírus H1N1 que entra na composição da vacina, após ser sujeito a um processo de radiação para ser atenuado) suficiente para fabricar as vacinas encomendadas…

Assim, como forma de ultrapassar esta «pequena questão técnica» nas vacinas que estão a ser produzidas, está a ser associado um coadjuvante, neste caso uma substância – o esqualeno (C30H50) – que nunca foi utilizado nas vacinas da gripe e que tem uma potência 10 vezes superior ao normalmente utilizado. Em suma, poupa-se na matéria viral com a junção de um coadjuvante com maior potência.

Efeitos secundários

O que é um coadjuvante? é um estimulante imunitário que permite que a capacidade de estimular o sistema imunitário seja maior, ou seja, que excita o sistema imunitário para que produza uma resposta imunitária superior, logo, que garanta que a vacina seja mais eficaz. Tudo bem até aqui…

Contudo, o esqualeno, embora não seja uma substância utilizada na produção das vacinas da gripe, não é um desconhecido da comunidade médico cientifica. O mesmo foi administrado aos soldados norte-americanos na guerra do golfo como uma droga adjuvante, sendo apontado como responsável por doenças que ocorreram sem explicação aparente. Existem vários estudos que consideram que o esqualeno provoca efeitos secundários graves no sistema nervoso central, paralisia e artroses.

Ainda em relação aos eventuais efeitos secundários, a industria farmacêutica pressiona os Estados para que lhes seja concedida imunidade total em relação a processos por danos provocados por efeitos secundários das vacinas… Nos EUA já conseguiram que o Congresso aprovasse uma lei que os iliba totalmente em tais situações.

Por último, os dados recentes sobre os efeitos deste vírus nos países do hemisfério sul (onde as estações frias já passaram, logo, o período mais propicio à propagação e efeitos do vírus já lá vão) desmentem a bandeira da «catástrofe iminente» tão apregoada…e vêm dar razão às vozes discordantes que consideram não existirem razões objectivas para a OMS ter declarado a Pandemia.

Conclusão: sabendo que este vírus é muito menos letal que o vírus da gripe sazonal, e que ninguém em consciência conhece os efeitos secundários da vacina, por precaução…não deve tomá-la. E se, por acaso, de um momento para o outro, começarem a falecer um número enorme de pessoas fora do contexto do actual comportamento do vírus, das duas uma: ou as vacinas estão contaminadas ou houve uma mutação do vírus e, neste caso, se o vírus já não é o mesmo a vacina também já não serve para nada!

[SP Nº17, 21 Outubro 2009]

A verdade sobre a Gripe A (II)

A Gripe AH1N1 … Os números do negócio
Declaração de Pandemia Mundial

e consequências políticas

Gobern Lopes
privado.glopes@gmail.com

Na última edição já vimos como se tornou possível à Organização Mundial de Saúde (OMS), no curto espaço de mês e meio, contrariando os dados reais e a opinião da comunidade científica e médica sobre o AH1N1 e as suas consequências na saúde pública da população, declarar a Pandemia Mundial

Esta decisão, essencialmente politica, que só foi possível através da instalação de um estado geral de pânico na comunidade mundial, fabricado artificialmente com dados manipulados e com a prestimosa e irresponsável colaboração da maioria dos media, é a pedra angular de todo um processo que se pretende implementar com as consequências políticas que daí advêm.

Duma forma geral, as decisões da OMS são recomendações, ou seja, não têm imperativo de aplicação obrigatória, e cada país é soberano para aplicar as mesmas de acordo com a sua vontade e critérios… excepto no caso especifico da declaração de Pandemia Mundial!

Em 2005 - e tendo como “pano de fundo” a agitação ocorrida em torno da tão propalada gripe das aves (sintomaticamente H5N1) que, afinal, só provocou cerca de 250 mortes em todo o Mundo… mas que permitiu à indústria farmacêutica encaixar lucros de milhões -, a OMS, que é um organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) , criou uma situação de excepção, em que as suas recomendações se transformam em Ordens, de acatamento e cumprimento rigoroso – no caso de declaração de Pandemia Mundial (nível 6 de alerta de Saúde Pública). Portanto, e concluindo, quando se diz “estamos aguardando as recomendações da OMS”, deveria dizer-se, neste caso, “estamos à espera das ordens da OMS” … Que poderá ser, no futuro (e tudo aponta nesse sentido) a possibilidade real da tão falada “milagrosa vacina” que está a caminho, vir a ser imposta, obrigatória…

Epidemia do lucro

A OMS agita a bandeira da catástrofe iminente, “uma epidemia de proporções mundiais que se aproxima e ameaça a vida de 2 mil milhões de pessoas, as quais poderiam ficar infectadas ao longo dos próximos dois anos (cerca de 1/3 da população mundial)”.

O governo dos EUA já declarou que “a gripe suína (AH1N1) poderia afectar 40 por cento dos americanos… e até várias centenas de milhares poderiam morrer se uma campanha de vacinação e outras medidas não tivessem êxito”.

Estas declarações servem para confundir a opinião pública. Há ampla evidência, documentada em numerosos relatórios, de que o alerta da Pandemia da OMS se baseia em provas fabricadas e numa manipulação dos números sobre a mortalidade e a morbilidade resultantes da gripe AH1N1. A ideia de epidemia à escala mundial da gripe AH1N1 serve para nos enganar e surge, oportunamente, num momento de agravamento da depressão económica. “Os EUA esperam ter 160 milhões de doses de vacina da gripe suína disponível por alturas de Outubro” (Associated Press, 23/06/2009).

A pandemia serve os interesses da grande indústria farmacêutica. Os números do negócio cifram-se em, aproximadamente, US$ 400 mil milhões. A OMS está a planear a produção de 4,9 mil milhões de doses para vacinar uma vasta parte da população mundial (declarações de Margaret Chan, Directora-Geral OMS em 21/06/2009).

Os grandes laboratórios e empresas farmacêuticas, incluindo a Baxter, GlaxoSmithKline, Novartis, Sanofi-Aventis e AstraZeneca assinaram contratos de compra com cerca de 50 governos (Reuters 16/07/2009). Para estas companhias, a vacinação compulsória é um empreendimento altamente lucrativo.
No próximo artigo abordaremos as graves irregularidades detectadas em vários laboratórios farmacêuticos - e os receios fundamentados que numerosos membros da comunidade médico-científica contrapõem à tão propagandeada vacina que está aí a chegar.


[SP Nº16, 14 Outubro 2009]

A verdade sobre a Gripe A (I)

Publicamos, de seguida, um conjunto de 3 artigos sobre a Gripe A e a vacina, da autoria de Gobern Lopes, que mostram o outro lado da questão, contrariando a «propaganda oficial» que, activamente, destila inverdades e mentiras com o objectivo que se perceberá pela leitura dos textos do nosso colaborador já publicados na nossas edições em papel


A Gripe A (H1N1) esconde muito pó debaixo da alcatifa…
Burla qualificada e Bioterrorismo!

Gobern Lopes

À parte as teorias da conspiração, vamos enumerar alguns factos facilmente comprováveis através de uma simples pesquisa na internet, factos esses que, inexplicavelmente (?), a grande maioria dos órgãos de comunicação social tem ignorado…

O vírus da Gripe A (H1N1) não é novo. O vírus é o mesmo que, em 1918, matou cerca de 20 milhões de pessoas em todo o Mundo. Segundo o conceituado The New England Journal of Medicine, este vírus subsistiu na população até aos anos 50 e terá desaparecido em definitivo no ano de 1957. Porém, reapareceu em 1977. Terá sido resintetizado em laboratório (a partir da sua recuperação através da exumação do cadáver de uma mulher que faleceu com a doença em 1918). A 17 de Abril de 2009 são diagnosticados, na Califórnia (EUA), os dois primeiros casos do vírus A-H1N1… cuja única novidade em relação ao historial do vírus é apresentar uma nova variante, a S-OIV.

Entre aquela data e 15 de Setembro último, só estavam diagnosticados 137 casos de morte na Europa num total de 3559 casos no Mundo. Importa esclarecer que (e poderá confirmar estes dados no organismo oficial europeu: European Centre for Disease Prevention and Control – http://ecdc.europa.eu), nos melhores anos, a gripe sazonal mata cerca de 40 mil pessoas na Europa e, nos piores, o número chega às 220 mil mortes! A comunidade científica, os médicos e os profissionais de saúde, baseando-se nestes dados, concluem com objectividade que o vírus (A-H1N1) tem uma taxa de mortalidade abismalmente menor do que o vírus da gripe normal (sazonal).

Alerta de nível 5… muito precipitado!

Todavia, a 29 de Abril de 2009, a drª. Margaret Chan, directora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), apareceu em público a dizer que havia um estado de alerta mundial de nível 5. Ou seja, passadas apenas duas semanas da sinalização de dois casos de infecção com o vírus, a OMS já decretava o nível de alerta que antecede o nível 6 (o grau máximo de alerta sanitário, que significa a decretação do estado mundial de pandemia!...), o que, paradoxalmente, foi declarado a 11 de Junho, isto é, só um mês e meio após a data da detecção do vírus. Perguntar-se-á o leitor: como foi possível decretar este nível de alerta (pandemia) tendo em conta que o vírus tem uma mortalidade muito inferior ao da gripe normal?

A resposta é que a OMS, no mês de Maio, alterou a definição de pandemia. Até aí, pandemia era considerada «uma infecção provocada por agente infeccioso, simultâneo em diferentes países e com uma mortalidade significativa, com uma proporção significativa da população infectada». A nova e “oportuna” definição retirou a parte «com uma mortalidade significativa», substituindo por um articulado que valoriza «alguma característica de novidade do agente infeccioso e impossibilidade de determinar com segurança o grau de imunidade da população ao mesmo».

Face a esta nova definição, nada impede que todos os anos seja decretada uma Pandemia aquando da gripe sazonal! Os media, de uma forma geral, acompanharam esta evolução, apresentada como necessária face à situação de pânico que eles mesmos ajudaram a instalar na comunidade… ignorando as opiniões da comunidade científica, os médicos e o restante pessoal de saúde pública. Nos próximos artigos, abordaremos as consequências políticas que esta declaração de pandemia implica, os números do negócio e quem dele beneficia, as denúncias de irregularidades graves detectadas em vários laboratórios farmacêuticos e os receios fundamentados que um cada vez maior número de membros da comunidade cientifica e médica contrapõem à tão propagandeada vacina que está aí a chegar.

[SP Nº15, 7 Outubro 2009]

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