
por António Alte Pinho
O lixo sistémico navega nas águas sujas do parlamentarismo “bem comportado”. Soube agora que o PS, coadjuvado pela esquerda bloquista e comunista, se opôs a que o Parlamento se pronunciasse sobre o roubo de gravadores de jornalistas por parte do deputado Ricardo Rodrigues, alegando tratar-se de “comportamento pessoal e não político”…
Quer dizer, Ricardo Rodrigues dá uma entrevista enquanto deputado – e na Biblioteca da Assembleia da República –, nessa entrevista pratica um acto previsto e punível no Código Penal como roubo, mas os seus pares da esquerda patusca e alegre não encontram no facto nada de político (!?), relevando a questão: para que serve a “Comissão de Ética”?
Pelo andar da carruagem, poder-se-ia (em tese) admitir a possibilidade de os deputados, desde logo, poderem: 1. Roubar carteiras; 2. Praticar violações; 3. Promover homicídios… que isso – segundo o entender do PS, BE e PCP - seriam comportamentos de natureza pessoal, de momento que [presumivelmente] tais crimes fossem praticados na Biblioteca da Assembleia da República…
Sobre o “comportamento pessoal” de Ricardo Rodrigues, fiel servidor socratino, poder-se-á avivar a memória aqui: http://jornalprivado.blogspot.com/2009/11/o-ps-e-corrupcao.html. Quanto a bloquistas e comunistas, que cada um fique na paz da sua consciência…
Foto: DR
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