
Pesem embora os preceitos constitucionais, a verborreia sistémica e os trocadilhos de palavras sem substância, a liberdade de expressão em Portugal corre perigo. A concentração dos media em grandes grupos económicos, os lóbis instalados e as clientelas políticas é que determinam o que devemos ler, é que moldam o gosto colectivo e espalham a teia do pensamento único, do conformismo face aos poderosos e do desânimo colectivo.
Esta terceira República de opereta, mascarada de “Estado de Direito”, onde se acha normal que “o homem mais rico de Portugal” se permita despedir dezenas de trabalhadores, enquanto pequenos e médios empresários se vêem obrigados a hipotecar património para saldarem os seus compromissos, face a uma banca onde espreitam sorvedores gananciosos do erário público, pagos principescamente e sobranceiros aos apelos de crédito dos empresários.
Um país que sonhamos diferente, solidário e aberto às necessidades e anseios dos cidadãos, está transformado numa coutada privada onde um centrão político de interesses mexe os “cordelinhos”, intimida, silencia e tenta abafar qualquer possibilidade de indignação, criminalizando jornalistas e vozes incómodas, sob o esfarrapado discurso das “campanhas negras” e da teoria das “cabalas”…
Projecto de jornalistas, de homens e mulheres livres, sem o “rabo preso” nas aconchegantes mordomias e influências do regime, PRIVADO, assume-se como expressão do descontentamento público e voz da indignação legítima – da esquerda à direita – de todos os que acreditam que a República é um bem comum e não propriedade privada de iluminados e caudilhos.
PRIVADO é um jornal para dar voz ao cidadão comum, a todos aqueles que são tratados pelas autoridades públicas como “o inimigo” - apesar de serem eles a sustentar essa teia imensa de burocracia, despesismo, arrogância e soberba.
PRIVADO, porque é preciso destapar os “segredos” escondidos, denunciar o que se faz nas nossas costas. Porque é preciso Justiça, Liberdade e Cidadania Activa!
> António Manuel Pinho
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